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Isoterma de adsorção

Isoterma de adsorção é a curva que relaciona a quantidade de substância adsorvida por um sólido e a pressão ou concentração do fluido, a temperatura constante.

Isoterma de adsorção

Isoterma de adsorção é a curva que relaciona a quantidade de substância adsorvida por um sólido e a pressão ou concentração do fluido, a temperatura constante.

A isoterma de adsorção é a representação gráfica da quantidade de adsorvato retida por um adsorvente em função da pressão relativa do gás ou da concentração do soluto, mantendo a temperatura constante. É o resultado experimental básico de qualquer estudo de adsorção: cada ponto da curva corresponde a uma condição de equilíbrio entre a fase fluida e a superfície do sólido. Quando o experimento é conduzido com vapores, a mesma curva costuma ser chamada de isoterma de sorção.

Como a isoterma de adsorção é obtida

O procedimento consiste em expor a amostra a etapas sucessivas de pressão parcial ou concentração e aguardar, em cada etapa, que o sistema atinja o equilíbrio antes de registrar o valor. A massa ou o volume adsorvido em cada patamar gera um ponto do gráfico. Existem duas abordagens principais: a volumétrica, que calcula a quantidade adsorvida a partir da variação de pressão em um volume conhecido, e a gravimétrica, que mede diretamente a variação de massa da amostra em uma microbalança de alta resolução.

A escolha da temperatura é parte do experimento, não um detalhe: como o nome indica, toda a curva é levantada em condição isotérmica, e comparações entre materiais só fazem sentido quando a temperatura é a mesma.

Tipos de isoterma e o que a forma da curva revela

A forma da curva carrega informação estrutural sobre o material. A classificação clássica proposta por Brunauer, Deming, Deming e Teller organiza as isotermas em cinco tipos característicos, posteriormente ampliada pela IUPAC. De modo geral:

  • curvas que saturam rapidamente em pressões baixas indicam preenchimento de microporos;
  • curvas com aumento progressivo sugerem formação de multicamadas em superfícies não porosas ou macroporosas;
  • curvas com salto acentuado em pressões intermediárias apontam condensação capilar em mesoporos.

Vários modelos matemáticos são ajustados aos dados experimentais para extrair parâmetros quantitativos. Entre os mais empregados estão os modelos de Langmuir, de Freundlich e o modelo BET, este último amplamente utilizado no cálculo de área superficial específica.

Adsorção, dessorção e histerese

A curva de dessorção é levantada reduzindo a pressão de volta ao ponto inicial. Quando ela não coincide com a curva de adsorção, forma-se um laço de histerese. Esse comportamento está frequentemente associado à condensação capilar em mesoporos e à geometria dos poros, e a forma do laço também é objeto de classificação. Em materiais que interagem fortemente com o adsorvato, a histerese pode indicar retenção de moléculas ou alterações na própria estrutura durante o ciclo.

Por que a isoterma de adsorção é importante

A isoterma é a base para determinar área superficial específica, volume e distribuição de tamanho de poros, capacidade máxima de captura e reversibilidade do processo. Na prática, sustenta o desenvolvimento de adsorventes para separação e armazenamento de gases, a caracterização de materiais porosos como zeólitas e estruturas metalorgânicas, os estudos de estabilidade e higroscopicidade de sólidos farmacêuticos e alimentícios, e o dimensionamento de leitos de adsorção em processos industriais.

Cuidados de interpretação

Dois pontos merecem atenção. O primeiro é a ativação da amostra: resíduos de solvente ou umidade não removidos antes do ensaio deslocam toda a curva. O segundo é a base de cálculo adotada para expressar a capacidade, já que resultados relatados em porcentagem mássica dependem da massa de referência utilizada, o que pode inviabilizar comparações diretas entre trabalhos.

Perguntas frequentes sobre isoterma de adsorção

Qual a diferença entre isoterma de adsorção e isoterma de dessorção?

A isoterma de adsorção é levantada aumentando gradualmente a pressão ou a concentração, enquanto a de dessorção percorre o caminho inverso, reduzindo esses valores. Quando as duas curvas não se sobrepõem, o material apresenta histerese, comportamento comumente relacionado à condensação capilar em mesoporos.

Por que a temperatura precisa ser mantida constante?

Porque a adsorção depende fortemente da temperatura. Variações durante o ensaio alteram o equilíbrio entre as fases e tornam os pontos da curva não comparáveis entre si. Levantar isotermas em diferentes temperaturas é útil, mas cada curva deve ser obtida isotermicamente.

Qual a diferença entre medição volumétrica e gravimétrica?

A técnica volumétrica infere a quantidade adsorvida a partir da variação de pressão em um volume calibrado. A gravimétrica pesa diretamente a amostra durante o ensaio, o que permite acompanhar a cinética em tempo real e trabalhar com misturas de vapores, sendo especialmente útil em estudos de sorção de água e de coadsorção.

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