Exclusão por azul de tripano
A exclusão por azul de tripano é um método que diferencia células viáveis e não viáveis pela integridade da membrana celular.
Exclusão por azul de tripano
A exclusão por azul de tripano é um método que diferencia células viáveis e não viáveis pela integridade da membrana celular.
O que é exclusão por azul de tripano?
A exclusão por azul de tripano é um método utilizado para avaliar a viabilidade celular por meio da integridade da membrana plasmática. Células viáveis apresentam membranas intactas e impedem a entrada do corante, enquanto células não viáveis, com membranas danificadas, absorvem o azul de tripano e ficam visivelmente coradas.
O teste é amplamente empregado em laboratórios de cultura celular porque permite identificar e contar rapidamente células vivas e mortas. Seus resultados podem ser usados para calcular a porcentagem de viabilidade e a concentração de células viáveis em uma amostra. A análise pode ser realizada manualmente, com uma câmara de contagem, ou por sistemas automatizados de aquisição e processamento de imagens.
Em rotinas que exigem maior produtividade e padronização, o analisador de viabilidade celular Vi-CELL BLU automatiza o método de exclusão por azul de tripano. O equipamento realiza etapas como preparação da amostra, mistura com o corante, aquisição de imagens, classificação celular, contagem e apresentação dos resultados de viabilidade e concentração.
Como funciona o teste com azul de tripano?
O azul de tripano é um corante que não atravessa facilmente a membrana plasmática íntegra. Quando a célula está viável, o corante permanece no meio extracelular e a célula apresenta aparência clara ou pouco colorida. Quando a membrana perde sua seletividade, o corante entra na célula, que passa a apresentar coloração azul.
Na análise manual, uma alíquota da suspensão celular é misturada com uma solução de azul de tripano. Após um período curto de contato, a mistura é colocada em um hemocitômetro e observada ao microscópio. As células não coradas são classificadas como viáveis, enquanto as células azuis são consideradas não viáveis.
O procedimento é descrito no protocolo científico Trypan Blue Exclusion Test of Cell Viability. A viabilidade pode ser calculada pela divisão do número de células viáveis pelo número total de células contadas, multiplicando-se o resultado por 100.
Etapas da exclusão por azul de tripano
- Homogeneizar cuidadosamente a suspensão celular.
- Misturar uma alíquota da amostra com a solução de azul de tripano.
- Respeitar o tempo de contato definido no protocolo.
- Transferir a mistura para uma câmara de contagem ou analisador automático.
- Contar as células coradas e não coradas.
- Calcular a concentração celular e a porcentagem de viabilidade.
O tempo entre a mistura e a leitura deve ser controlado. Uma exposição prolongada ao corante pode interferir na classificação das células. A proporção entre amostra e reagente, a homogeneização, o foco da imagem e os critérios utilizados para reconhecer agregados também podem influenciar o resultado.
Aplicações em laboratório e na indústria
A exclusão por azul de tripano é empregada no acompanhamento de culturas celulares, no desenvolvimento de biofármacos, em estudos de toxicidade, na produção de proteínas recombinantes, em terapias celulares, em pesquisas oncológicas e na preparação de amostras para análises posteriores.
- Determinação da viabilidade antes de passagens celulares.
- Ajuste da concentração para plaqueamento e ensaios funcionais.
- Avaliação dos efeitos de compostos potencialmente citotóxicos.
- Monitoramento de cultivos durante bioprocessos.
- Verificação da recuperação celular após criopreservação.
Vantagens e limitações do método
Entre as principais vantagens estão a simplicidade, o baixo custo, a rapidez e a possibilidade de observar diretamente as células. Entretanto, o método avalia principalmente a integridade da membrana e não necessariamente todas as funções biológicas da célula.
Células em apoptose inicial podem manter a membrana íntegra e excluir o corante, sendo classificadas como viáveis mesmo que já estejam comprometidas. Além disso, células pequenas, fragmentos, bolhas e agregados podem dificultar a contagem manual. Por isso, dependendo do objetivo, a exclusão por azul de tripano pode ser complementada por ensaios metabólicos, marcadores fluorescentes ou citometria de fluxo.
O azul de tripano entra em células vivas?
Em condições normais, células vivas com membranas intactas excluem o azul de tripano. A entrada do corante ocorre principalmente quando a membrana plasmática está danificada ou perdeu sua capacidade de controlar a passagem de substâncias.
O teste com azul de tripano detecta apoptose?
O método não identifica de forma confiável a apoptose inicial. Células apoptóticas que ainda mantêm a membrana íntegra podem permanecer sem coloração. Para investigar apoptose, são utilizados marcadores como anexina V, iodeto de propídio e ensaios de atividade de caspases.
Qual é a diferença entre azul de tripano e MTT?
O azul de tripano avalia principalmente a integridade da membrana e permite a contagem individual das células. O MTT estima a atividade metabólica da população celular por meio de uma reação colorimétrica. Os métodos medem características diferentes e podem produzir resultados distintos.
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