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Destaques do GAVE 2026: das vesículas placentárias às vacinas

O IV Workshop do GAVE reuniu pesquisadores em Buenos Aires para discutir funções e aplicações das vesículas extracelulares. O isolamento e a caracterização confiáveis apareceram como desafios comuns aos trabalhos apresentados.

29 set 2026 28 28 minutos de leitura

De alterações na comunicação entre placenta e endotélio ao uso de vesículas bacterianas como candidatas a vacinas, os trabalhos do GAVE 2026 mostraram como a pesquisa com vesículas extracelulares avançou para perguntas funcionais. Os estudos investigaram o que essas partículas fazem, como podem ser modificadas e em que medida os métodos de isolamento e caracterização sustentam as conclusões.

Neste artigo, reunimos os principais resultados e debates apresentados no encontro:

  • O papel das EVs na saúde materno-fetal e na fertilidade;
  • As aplicações de vesículas bacterianas em imunomodulação e vacinas;
  • Os estudos em câncer, neurociência e medicina regenerativa;
  • A investigação de biomarcadores em diferentes doenças;
  • Os desafios de isolamento, quantificação e caracterização de EVs.

Sobre o GAVE 2026
Foto do GAVE 2026, workshop de vesículas extracelulares realizado na UBA, em Buenos Aires.

O GAVE 2026, IV Workshop do Grupo Argentino de Vesículas Extracelulares , reuniu pesquisadores nos dias 24 e 25 de setembro, no edifício Cero+Infinito da FCEN-UBA , em Buenos Aires. A programação percorreu biologia placentária, reprodução, microbiologia, câncer, neurociência e medicina regenerativa.

Uma comunidade que cresceu em quatro edições

Criado em 2022 para aproximar grupos argentinos dedicados às vesículas extracelulares (EVs), o GAVE também buscou promover intercâmbio internacional. Na quarta edição, trabalhos com filiações no Chile, na Bélgica e no Brasil dividiram espaço com pesquisas de instituições argentinas e da rede CONICET .

O comitê organizador reuniu Ana Colado ( SphereBio ), Luis Exequiel Ibarra ( INBIAS ), Paula Soledad Pérez ( INBIRS ), Carolina Poncini ( IMPaM ), Gabriel Paparini e Antonella Filizzola ( IQUIBICEN ). A diversidade da programação refletiu a composição do próprio campo: diferentes organismos, matrizes biológicas e perguntas experimentais exigem abordagens de análise que nem sempre são intercambiáveis.

Saúde materno-fetal: vesículas na comunicação placentária

Ilustração 3D de uma vilosidade placentária em corte, com trofoblasto, capilar fetal e vesículas extracelulares.
Hipóxia-reoxigenação e migração endotelial

A biologia placentária formou um dos eixos mais densos do workshop. Em um estudo do Laboratório de Biomembranas “Prof. Dr. Mario Parisi” ( IFIBIO Houssay , UBA-CONICET) com o CEFyBO , EVs derivadas de trofoblasto produziram efeitos diferentes sobre a migração de células endoteliais microvasculares placentárias conforme a condição de origem.

As EVs obtidas em normóxia favoreceram a migração. Já as produzidas sob hipóxia-reoxigenação prejudicaram o processo; o tratamento com melatonina reverteu parcialmente esse efeito. O modelo é relevante para investigar a comunicação entre trofoblasto e endotélio em condições associadas à perfusão placentária comprometida, como na pré-eclâmpsia. O resultado funcional mostra por que conhecer apenas a quantidade de EVs liberadas não basta para interpretar seu papel.

Anandamida e ativação miometrial

Outro trabalho do CEFyBO examinou a anandamida na liberação de EVs placentárias e avaliou o efeito dessas vesículas sobre a ativação miometrial. A proposta é investigar um possível eixo entre anandamida, vesículas placentárias e miométrio no início da atividade uterina.

Infecção, autofagia e função do trofoblasto

A programação também abordou a interação entre infecção e placenta. Pesquisadores do IQUIBICEN e do IBYME estudaram vesículas de membrana externa de Porphyromonas gingivalis , bactéria associada à periodontite. As vesículas foram internalizadas por células de trofoblasto e comprometeram o fluxo autofágico, favorecendo a persistência intracelular bacteriana. No modelo apresentado, a rapamicina restaurou parcialmente a migração do trofoblasto.

Sexo fetal e resposta imune materna

Um quarto estudo, conduzido pelo IQUIBICEN com o IMEX e o Hospital Italiano de Buenos Aires , examinou uma variável pouco discutida na caracterização de EVs placentárias: o sexo fetal. As vesículas de gestações com fetos masculinos e femininos tinham tamanho e concentração semelhantes, mas diferiam na composição molecular. Também induziram programas distintos de ativação em monócitos maternos circulantes, incluindo diferenças no metabolismo lipídico e na eferocitose. Nesse caso, medidas físicas parecidas não significaram equivalência biológica.

Reprodução e fertilidade: a origem e o carregamento das EVs importam

Ilustração 3D de vesícula extracelular em corte, com proteínas no interior e na superfície e espermatozoides ao fundo.

Dois trabalhos exploraram aplicações das vesículas em reprodução animal e humana.

Carregamento de SPINK-3 em EVs seminais

Pesquisadores do Instituto de Investigaciones Biológicas (CONICET-UNMdP) e do INTA Balcarce carregaram artificialmente EVs do plasma seminal de carneiro com o fator de descapacitação recombinante SPINK-3. A comparação entre incubação em temperatura ambiente e ciclos de congelamento e descongelamento mostrou que o método altera a localização da carga. Os ciclos favoreceram a incorporação luminal, protegida da proteólise; a incubação produziu associação predominantemente à superfície. Para quem desenvolve vesículas como veículos, essa diferença muda a interpretação de estabilidade e disponibilidade da molécula transportada.

EVs do fluido folicular e capacitação espermática

Em outro estudo, o CEFyBO caracterizou EVs do fluido folicular humano e investigou seu efeito sobre a capacitação espermática. As vesículas foram incorporadas pelos espermatozoides e reverteram o efeito da inibição farmacológica do transportador MRP4 sobre a hiperativação. Não houve alteração da reação acrossômica induzida, o que delimita o efeito observado em vez de atribuir às EVs uma mudança geral de função espermática.

Vesículas bacterianas: imunomodulação e desenvolvimento de vacinas

Ilustração 3D de vesículas se desprendendo da membrana de uma bactéria, com uma célula imune ao fundo.

As vesículas de membrana externa bacteriana, ou OMVs, apareceram em estudos com objetivos distintos. Alguns investigaram sua capacidade de induzir proteção; outros examinaram interações com células humanas e vegetais.

Brucelose

Um consórcio envolvendo a Fundação Instituto Leloir , o IDEHU e o ICTAER avaliou OMVs de Brucella ovis como plataforma vacinal acelular de proteção cruzada. A vacinação em camundongos induziu resposta humoral específica e resposta celular Th1/Th17. Soros de suínos naturalmente infectados também reconheceram essas OMVs, achado que sugere conservação antigênica entre espécies do gênero e justifica novas etapas de avaliação.

Salmonelose

Na Universidad Andrés Bello , no Chile, pesquisadores mostraram que a alta osmolaridade durante a produção modifica propriedades físico-químicas e imunogênicas de OMVs de Salmonella Typhi . A condição reduziu a proteção heteróloga contra S. Typhimurium . O estudo evidencia que, em uma plataforma vacinal baseada em vesículas, as condições de cultivo fazem parte da definição do produto.

Imunomodulação intestinal

Um grupo da Universidad Nacional de Luján , com a CIC e o CONICET, observou que EVs de Bacillus subtilis atenuaram a resposta inflamatória induzida por LPS em células epiteliais intestinais humanas, sem afetar a viabilidade celular.

A comunicação mediada por vesículas também apareceu fora da biomedicina. Um trabalho da UBA e do IFIBYNE com o VIB Center for Plant Systems Biology , em Ghent, investigou OMVs de Pseudomonas protegens em contato com raízes de Arabidopsis thaliana . A microscopia confocal permitiu visualizar sua associação com a membrana plasmática das células radiculares.

Câncer: EVs como componentes ativos do microambiente tumoral

Ilustração 3D de células tumorais, vesículas extracelulares e um pequeno vaso sanguíneo no microambiente tumoral.

Em câncer, dois estudos examinaram mecanismos capazes de modificar a comunicação entre células tumorais e o tecido ao redor.

Imidaclopride, EVs tumorais e angiogênese

O INBIOMED (CONICET-UBA), em colaboração com grupos de Granada e do Instituto de Salud Carlos III , investigou o efeito do imidaclopride sobre células de câncer de mama HER2 positivo. A exposição ao inseticida aumentou a secreção de EVs tumorais. Em ensaios com células endoteliais, essas vesículas estimularam proliferação, migração e formação de estruturas tubulares, resultados compatíveis com promoção de processos angiogênicos no modelo estudado. O trabalho propõe uma via vesicular para investigar a relação entre exposição ambiental e comportamento tumoral.

Clusterina e liberação de EVs em glioblastoma

Já o INBIRS, com o Hospital Fernández e o Josep Carreras Leukaemia Research Institute , estudou a clusterina em gliomas. Seu silenciamento em células de glioblastoma reduziu acentuadamente a liberação de EVs. Assim, além de sua associação com agressividade tumoral, a proteína aparece como participante da produção de vesículas nesse modelo.

Neurociência: da carga molecular à entrega terapêutica

Ilustração 3D de um neurônio em destaque, com outros neurônios ao fundo e vesículas extracelulares ao redor.

Os trabalhos de neurociência acompanharam três etapas de uma mesma questão: identificar o que as EVs carregam, analisar diferenças em sua composição e testar se podem entregar uma carga com efeito mensurável.

Perfil proteico de EVs de células-tronco neurais

O IBR (CONICET-UNR) traçou o perfil proteico de pequenas EVs derivadas de células-tronco neurais. O estudo combinou cromatografia por exclusão de tamanho, proteômica orientada pelos critérios MISEV e análise de redes de interação. A carga descrita incluiu marcadores de biogênese e proteínas ligadas a metabolismo energético, defesa antioxidante e plasticidade sináptica.

Nanoscopia de vesícula única na doença de Alzheimer

O CIMETSA , do Instituto Universitario de Ciencias Biomédicas de Córdoba, apresentou resultados sobre EVs derivadas de células-tronco humanas no contexto da doença de Alzheimer. Entre as abordagens utilizadas, a nanoscopia STED permitiu comparar a carga neuroglial no nível de vesículas individuais entre amostras controle e amostras relacionadas à doença.

Entrega intranasal de uma carga terapêutica

Um estudo do IIB e da Escuela de Bio y Nanotecnologías (UNSAM-CONICET) testou EVs carregadas com um plasmídeo para a glicoproteína neuronal M6a. Administradas por via intranasal a camundongos submetidos a estresse crônico, elas restauraram o ganho de peso corporal e reduziram a latência de grooming . EVs controle carregadas com GFP não reproduziram esses efeitos. Os resultados sustentam a investigação da estratégia no modelo experimental, sem antecipar sua aplicação clínica.

Engenharia de vesículas e medicina regenerativa

Ilustração 3D de vesículas extracelulares retidas em uma malha de nanofibras sobre células de tecido.

Modificar a superfície, controlar a liberação e escolher o método de isolamento foram três caminhos apresentados para aproximar as EVs de aplicações terapêuticas.

Engenharia de superfície para regeneração

O INBIRS, com o IMEX da Academia Nacional de Medicina , desenvolveu uma proteína de fusão para ancorar à membrana vesicular o domínio de ligação da Gas6. Em camundongos, as EVs modificadas aceleraram o fechamento de feridas. Também reduziram a capacidade de células de Langerhans de estimular a proliferação linfocitária, combinando efeitos regenerativos e imunomodulatórios no modelo avaliado.

Liberação controlada em nanofibras de PVA

Na Universidad Nacional de Villa Mercedes , em San Luis, EVs de células HEK-293T foram incorporadas a nanofibras de PVA produzidas por eletrofiação. O scaffold retardou a liberação das vesículas, estratégia voltada ao problema da curta meia-vida e da baixa retenção de EVs no local da lesão. Os materiais preservaram a integridade estrutural e apresentaram resultados de biocompatibilidade segundo os critérios da ISO 10993-5 utilizados no estudo.

Recuperação quantitativa ou pureza morfológica

O IQUIBICEN, em colaboração com a Universidade de Sevilha , comparou ultracentrifugação e separação imunomagnética para isolar EVs de células-tronco epiteliais amnióticas humanas e de células derivadas com fenótipo hepatocítico. A separação imunomagnética favoreceu a recuperação quantitativa; a ultracentrifugação produziu preparações com maior pureza morfológica e uniformidade. A escolha do método, portanto, depende da propriedade que o experimento precisa preservar ou maximizar.

Biomarcadores: sinais vesiculares em doenças distintas
Ilustração 3D de vesícula extracelular em corte, com proteínas coloridas na membrana e pequenos RNAs no interior.

A busca por biomarcadores percorreu parasitoses, doenças metabólicas e avaliação de enxertos. Em cada caso, a pergunta foi semelhante: que informação uma preparação de EVs acrescenta à leitura do processo biológico?

MicroRNAs vesiculares na cisticercose

O IMPaM e o INIBIOLP , com participação do Instituto Tecnológico Vale , caracterizaram microRNAs secretados in vitro por metacestodos de Taenia crassiceps , modelo experimental para cisticercose. Os pequenos RNAs estavam predominantemente associados a EVs. O grupo também identificou proteínas ligantes de miRNA em cestodos, incluindo AGO-2, ampliando a base molecular para investigar candidatos a diagnóstico.

Quantidade e proteoma de EVs na doença de Chagas

Na doença de Chagas, pesquisadores do IMPaM, do Hospital Ramos Mejía e do Instituto Oswaldo Cruz estudaram EVs liberadas por células mononucleares de sangue periférico de pacientes crônicos, agrupados segundo a gravidade do comprometimento cardíaco. Pacientes da categoria intermediária liberaram mais vesículas, resultado interpretado como possível sinal de pré-ativação celular.

Em um trabalho complementar, o grupo aplicou proteômica por espectrometria de massas às EVs desses pacientes, com parceiros da UADE e do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) , em Curitiba. O perfil proteico distinguiu o grupo com cardiomiopatia dilatada e mostrou enriquecimento em proteínas do citoesqueleto, de adesão e contráteis. São assinaturas candidatas para estudos de progressão clínica; sua utilidade preditiva ainda depende de validação.

EVs plasmáticas e metabolismo da glicose

Pesquisadores da Universidad de Concepción , no Chile, examinaram EVs plasmáticas de indivíduos normoglicêmicos, pré-diabéticos e diabéticos. Mudanças na estrutura e na função das vesículas acompanharam os níveis de hemoglobina glicada. Nos ensaios celulares, houve alterações na captação de glicose e no acúmulo de lipídios em células musculares, aproximando a caracterização vesicular de uma pergunta metabólica concreta.

Metodologia: como confiar no que foi isolado e medido?

Se houve um tema transversal no GAVE 2026, ele foi a confiabilidade da análise. Os trabalhos mostraram que rendimento, pureza, sensibilidade e preservação da função não avançam necessariamente juntos.

ZetaView sob um balcão com representação de EVs sendo caracterizadas por fluorescência
Como o ZetaView amplia a caracterização de vesículas extracelulares

Nesse contexto, a análise de rastreamento de nanopartículas, ou NTA, permite acompanhar o movimento browniano de partículas individuais em suspensão. A partir desse movimento, é possível estimar o diâmetro hidrodinâmico e determinar a concentração de partículas na amostra.

O ZetaView Evolution reúne diferentes modalidades de análise que respondem a perguntas complementares:

  • Tamanho e concentração por NTA: descrevem a distribuição das partículas e sua abundância na preparação;
  • Potencial zeta: avalia a mobilidade eletroforética e fornece informações sobre as propriedades de superfície e o comportamento coloidal das partículas;
  • NTA por fluorescência: permite quantificar subpopulações marcadas e comparar o número total de partículas com a fração positiva para determinado marcador;
  • Colocalização: identifica partículas individuais nas quais dois fluoróforos são detectados simultaneamente, contribuindo para a análise de populações duplamente positivas.

Essas medições, porém, não demonstram isoladamente que toda partícula detectada seja uma vesícula extracelular. No modo de espalhamento, a NTA registra partículas que estejam dentro da faixa óptica de detecção, incluindo possíveis contaminantes coisolados. A fluorescência aumenta a especificidade, mas depende da estratégia de marcação, da eficiência dos anticorpos ou corantes e do uso de controles adequados.

O potencial zeta também deve ser interpretado considerando pH, força iônica e composição do meio. Por isso, os resultados do ZetaView ganham consistência quando integrados a técnicas complementares de identidade, morfologia, composição molecular e função biológica.

Citometria espectral e citometria de imagem

O IDEHU e a Faculdade de Farmácia e Bioquímica da UBA compararam citometria de fluxo espectral e citometria de imagem para detectar e quantificar EVs, incluindo a avaliação de marcadores fluorescentes. As técnicas apresentaram resultados comparáveis, mas a citometria de imagem foi mais sensível em amostras muito diluídas.

Filtração de fluxo tangencial para ganho de escala

O INBIRS comparou ultracentrifugação e filtração de fluxo tangencial na purificação de EVs modificadas. A filtração alcançou rendimento semelhante em partículas e melhorou a pureza, preservando identidade de superfície e atividade enzimática. São atributos relevantes para processos que precisam crescer em escala sem perder as características do produto.

Partículas menores que 20 nm na preparação

Um alerta veio do IQUIBICEN: a filtração hidrostática revelou partículas extracelulares menores que 20 nm coisoladas com EVs de Lacticaseibacillus casei . A fração não havia sido detectada pelos protocolos convencionais utilizados na comparação. O resultado reforça a necessidade de investigar o que mais acompanha as vesículas em cada preparação antes de atribuir a elas um efeito observado.

Completaram esse eixo a otimização do isolamento de EVs em um modelo de nefrolitíase, com atenção aos contaminantes não vesiculares, e a quantificação de aquaporina-2 em EVs de soluções de preservação renal. Neste último caso, a proteína foi investigada como candidata a biomarcador da qualidade do enxerto.

A Innotec no GAVE 2026

Estande da Innotec no GAVE 2026 demonstrando tecnologias de caracterização de vesículas extracelulares

A Innotec participou do IV Workshop como patrocinadora, ao lado da

Particle Metrix

. A fabricante também havia patrocinado a edição de 2024, realizada na UBA.

Rosa Elena Jerlerud Pérez, International Sales Manager da Particle Metrix, apresentou a palestra ZetaView Evolution: Insights into Bio-nanoparticle Characterization Using NTA . A apresentação tratou da caracterização de bionanopartículas por análise de rastreamento de nanopartículas, incluindo tamanho, concentração, potencial zeta e identificação de subpopulações por fluorescência.

A discussão dialogou com uma necessidade presente em várias sessões. Estudos com EVs placentárias, vesículas bacterianas e preparações destinadas a aplicações terapêuticas dependem de medições capazes de descrever as partículas analisadas e de métodos adequados à pergunta experimental. Nenhuma técnica, isoladamente, resolve todas as questões de identidade, pureza e função.

O que esta edição sinaliza

O GAVE 2026 apresentou um campo ocupado com perguntas cada vez mais específicas. Os pesquisadores testaram efeitos sobre células e tecidos, avaliaram candidatos a vacina, modificaram vesículas para transportar cargas e examinaram como as condições de produção e isolamento alteram o material obtido.

Esse avanço torna a caracterização mais exigente. Para comparar resultados entre grupos e interpretar um efeito funcional, é preciso saber quais partículas foram medidas, o que pode ter sido coisolado e quais propriedades o método escolhido preservou. Foi esse diálogo entre descoberta biológica e rigor metodológico que deu unidade a uma programação tão diversa.

Autoria

Innotec

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Conteudo publicado pela equipe Innotec.

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